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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Intercâmbio Concluído: 1 ANO NOS ESTADOS UNIDOS!

Bom dia, boa tarde e boa noite leitores lindos!!



Hoje foi meu último dia como Au Pair. Fiquei off forever a uma hora atrás. Ainda to tentando entender o mix de sentimento que estou sentindo. Não sei se choro, se sorrio, se grito, se pulo, ou se faço tudo junto. OK, comecei a chorar. De novo.

O sentimento de 'dever cumprido' é inevitável. A sensação de 'EU CONSEGUI' é maravilhosa. Todo mundo que termina o ano, deve sentir isso.
Mas eu me atrevo a dizer que o que eu sinto é um pouco mais intenso.

Eu tinha tudo pra dar errado nessa vida de Au Pair. Tudo.

Veja só, para começar eu vim para uma família com nada menos que 4 crianças pequenas (a mais nova tinha 7) e a mãe das kids estava grávida. É, vinha um newborn para completar meu trabalho com 5 kids. Eu sempre ouvi Au Pairs dizerem que, família no perfil com mais de 3 kids era pra fugir. Ainda com um baby? Jamais. É.
Vamos continuar. Host mom stay at home também era furada né? A minha HM trabalhava uma semana sim, uma semana não. E mesmo na semana que ela trabalhava, ela só saia de casa por volta das 4 pm, porque ela trabalhava no turno da noite, era enfermeira. Então, é, eu trabalhei 90% do meu tempo com HM at home.
O host dad? Vim a descobrir aqui que tinha problemas de depressão, e por isso de 7 dias por semana, 9 ele não olhava na minha cara. Sometimes ele olhava. Pra dizer - DO THIS, DO THAT. Só faltava o -fucking slave. É, era assim que eu me sentia as vezes :(
Vim para um lugar que eu nem sabia que existia no mapa. Missouri. WFT era isso? Se as coisas estivessem ruins, não ia dar nem para pensar 'Bom, mas pelo menos eu moro em NY'. Era em uma cidade pequena, Ballwin e eu precisaria de carro. Nem ônibus passava ali quase. Ah, e a HF não deixaria dirigir nem pra treinar sozinha, até tirar a DL. And guess what? Eu não passei na Drive's License. É, fiquei um ano sem dirigir, e sem poder ir a lugar algum sozinha, a não ser que eu andasse no mínimo 1 hora, pois realmente não tinha ônibus ali.
Também não foi fácil arrumar amigas. Descobri que ao contrário do que eu pensava, que todo mundo estaria no mesmo barco, pronto para se ajudar, muitas pessoas só são amigas por interesse. Você tem alguma coisa que possa me ajudar de alguma forma? I will be your friend. Não tem? Cai fora.
Passei meus 2 primeiros meses saindo bastante, até que descobri essas coisas e fui chutada por quem eu considerava serem minhas amigas. Passei uns 4 meses em um nível hard, as vezes saia, várias vezes fiquei em casa. Pulava de grupinhos a grupinhos, até que com uns 6, 7 meses aqui encontrei amigas que posso dizer, vou levar para o resto da minha vida. E nunca mais fiquei sozinha desde então.

Ah não, eu não fiz esse post pra reclamar. Só estou olhando pra tras e vendo quantas coisas eu VENCI. Meu Deus, como eu amadureci. Tudo que aconteceu, every single thing me fez uma pessoa um pouquinho melhor.

É, eu mudei.

Eu mudei minha forma de me vestir, eu mudei minha forma de pensar. Eu mudei minha maneira de ver a vida, e julgar as pessoas ao meu redor. Eu aprendi a dar valor as coisas que realmente são importantes e parei de ligar para outras. 

Eu cheguei aqui com 19 anos, medo da vida, vergonha de falar em público, pedir informação. Eu era uma garotinha que se enfiava no quarto e lia livros, o final de semana inteiro. Poucos, mas ótimos amigos, um namorado maravilhoso. Só tinha trabalhado nos lugares de família, e que tinha morado 1 mês no Canadá, mas desse mês, chorei a metade dele, querendo voltar pra casa e me sentindo sozinha.

Hoje em dia, eu olho pra trás e não me reconheço. Sou uma mulher de 20 anos, com um casamento marcado para daqui a dois meses. Uma pessoa que ainda ama ler, mas também sabe sair de casa para curtir a vida, falar com todo mundo, não tem vergonha e nem medo de viver. Que tem amigos do mundo inteiro. Já viajou sozinha sem conhecer ninguém, fala duas línguas fluentemente, está aprendendo a terceira, e já sabe qual será a quarta. Que sabe cuidar de uma casa, cuidar de crianças, se defender sozinha. Estou mais critica, e receosa sobre o que as 'pessoas antigas' da minha vida vão achar da nova eu. Eu vou descobrir daqui a 3 dias.

To falando demais, e para não ficar em dívida, aqui vai a 12* listinha, das coisas novas que eu fiz, durante esse meu último mês:


- Fui para a Flórida
- Fui para o Epcot (Parque da Disney), Universal Studios e Island of Adventure (Parque do Harry Potter!!!!)
- Passei o Natal em família
- Passei o Ano Novo com as amigas, na rua
- Os dentinhos do meu baby começaram a nascer
- Meu baby começou a se levantar e ficar de pé sozinho, apoiando nas coisas
- Fui no St. Louis City Museum
- Comemorei o aniversário de 7 anos do meu menino Sam
- Fui no Gateway Arch pela última vez
- Tive minha despedida no Night Club


Aqui eu encerro um ciclo de 1 ano, 365 dias morando na casa de 'estranhos'. Cuidando como se fosse mãe, de cinco crianças que não são minhas. Ah, como eu amo esses pestes.
No ano passado, a essas horas, eu estava no avião, embarcando para a aventura que seria de longe, a mais louca e inexplicável de toda a minha vida. Eu podia passar dias e dias escrevendo, e nunca seria suficiente para tudo o que eu vivi aqui. Tenho orgulho de dizer que foi o ano mais difícil, e ao mesmo tempo o mais feliz da minha vida. O ano que eu me descobri como pessoa, que eu aprendi e cresci mais do que eu faria em 10 anos no Brasil.
Não foi fácil falar inglês todos os dias, desde a hora que eu acordava até a hora que eu iria dormir. Não foi fácil ter que aprender a controlar um exército infantil, e continuar lá, mesmo quando eu só queria gritar, e ir pra casa correndo. Não foi fácil morar dentro do meu quarto. Eu pensei em desistir inúmeras vezes. Eu não achei que seria capaz. Houve momentos que eu só pensava: O que eu fiz com a minha vida?
Mas também houve momentos, como o de hoje, que eu me senti extremamente feliz e abençoada por ter escolhido isso. E me pergunto: Tenho mesmo que ir embora agora? Mas JÁ acabou?
Para não ficar muito longo, eu só queria agradecer a Deus, por ter me proporcionado um ano com tanto aprendizado, tantos desafios, e tanta felicidade. Por ter colocado, nos momentos certos, cada pessoa na minha vida. Por ter me segurado para eu nunca cair. 
E hoje digo mesmo, tô morrendo de orgulho de mim!!! I DID IT!! Eu consegui!!

Ah, não. Eu não vou parar com o blog! Eu ainda tenho muuuito o que escrever, e muito para contar dessa vida de Au Pair, Ex Au Pair, e logo mais de casamento também hahaha

E aos meus leitores e seguidores, Obrigada por estarem comigo. Vocês não imaginam a alegria que eu sinto quando alguém fala que acompanha meu blog, que adora minhas histórias, que eu sou inspiração pra vocês e tudo mais. Obrigada por tudo!!!!!

(E eu volto ainda essa semana. Quero contar dos meus últimos dias nos USA, então farei um last post from America hahaha)


                                                                  Fernanda Vitiello

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Under 21 - VALE A PENA?

Eu sei que muitas meninas já debateram sobre esse post, mas também temos o triplo de meninas que ainda tem a mesma dúvida.
Vir ''menor de idade'' ou esperar? Vale a pena? Da para aproveitar?
E antes de tudo vamos lembrar que é a MINHA opinião, baseado no que EU estou vivendo aqui.

Quero começar dizendo que apesar das opiniões serem diferentes, uma coisa é você opinar dizendo que da pra viver sim, ou que não da estando já aqui. Outra BEM diferente é estar lá sentada na sua caminha no Brasil dizendo: Vale sim! Vou e vou aproveitar tudo! Não sou baladeira mesma! Sou caseira! Não gosto de balada, não bebo, mimimi. Vou dizer uma coisa a vocês: Sabe de naaada, inocente!! =)



Tô dizendo isso na maior humildade do mundo, porque era o que eu dizia mil vezes quando as meninas perguntavam sobre isso. De fato, eu acreditava nisso. Que para mim não faria diferença nenhuma. Afinal, no Brasil meu maior hobby era ler, podia passar horas e horas trancada no quarto lendo mil livros, e essa era a maior diversão do meu final de semana. Eu era feliz pacarai!!! (Não era mãe?). Ou então eu saia com meus amigos para restaurantes, shopping, cinema... Com meu namorado a mesma coisa! Fui UMA VEZ na vida para uma balada no Brasil. E done.
Bebida? Eu bebia de veeeez em quando com minha mãe, ou namorado, ou menos ainda com amigos, mas acontecia. Mas não era aqueeela coisa de AIMEUDEUS vou morrer sem beber nos USA. Tava tocando o fodase e ainda estou para isso. (Sim, sinto falta de caipirinha, mas is not a big deal! Você sempre pode pedir para alguém comprar e beber em casa, se for o caso)

 Mas ai eu cheguei aqui e meu mundo caiu. Porque? Bom, vamos começar pelo fato de não estarmos mais na nossa casa, então definitivamente eu não quero mais ser caseira. Eu quero é sumir! Cair no mundo, cair na noite, na pqp! Mas quero sair de casa e desse lugar onde passo a semana inteira com 7 estranhos junto comigo. Eu não quero ir para sala ver TV, eu fico na sala 9 ou 10 horas por dia, de segunda a sexta!! Não quero também ficar enfiada no meu quarto lendo livros, porque é isso que eu faço sempre que to off para fugir de todos. Entendem onde quero chegar?

Restaurantes? Eu continuo amando, adoro almoçar e jantar fora. Mas quem disse? Aqui a maioria é bar ou pub, que só entra +21. Mesmo se eu só quiser entrar para comer uma porcaria de uma batata frita e tomar LEMONADE! Não vou poder entrar! Sim, é claro que existem restaurantes, bastante. Mas aí entra no quesito mais importante: Compania! Quem é que vai querer ir em um restaurante com você na sexta a noite, se tem uma pub bombando ali do lado?




 O problema de compania ferra bastante a gente. Porque: Temos as au pairs under, de 18 a 20 anos, e as que são 'maior de idade' de 21 a 27. Qual é o maior grupo? Então é difícil encontrar au pairs da nossa idade, e quando encontramos 95% tem Fake ID (Já entro nesse quesito).
Anyway, me considero madura o suficiente, e várias amigas minhas são muito mais velhas que eu, mesmo porque é o que eu encontro aqui né hahaha. Não da nada, conversamos normalmente, os mesmos assuntos, os mesmo interesses... Até chegar Sexta ou Sábado a noite e elas irem aos lugares que você não entra e... ''Oh, I'm Sorry, talvez a gente faça alguma coisa amanhã, ou semana que vem, e você vai poder ir!'' E bora ficar em casa no final de semana a noite, louca para sair e fazer alguma coisa, mas nada. Se você já tiver saido seilá para as compras por exemplo o dia inteiro com elas, e já estarem todas juntas para sair a noite, Don't worry, elas vão perder meia hora para ir e meia hora para voltar só para te deixar em casa e sairem sem você.
E tudo bem, a gente sabe que isso acontece, não é culpa delas, foi você que quis vir menor de idade mesmo... Tudo bem da 1 vez, da 2 vez, da 3 vez... Mas tem uma hora que você para e pensa: PQP tem um monte de lugar (e to falando de bar também) que eu posso ir, mas será que todo final de semana elas tem que escolher justo os que eu não posso ir?? Eu não sei, mas lá no Brasil eu tinha várias amigas mais novas que eu, e digo uma coisa: Nunca deixei ninguém em casa sozinha para ir me divertir em outro canto. Eu acho que amizade é quando você faz questão da presença da pessoa mais do que ir em um lugar onde a cerveja é mais barata.
 Anyway, espero que você tenha mais sorte do que eu, mas é isso que geralmente vai acontecer.

Fake ID: Alguns falsificam o documento daqui dos USA mesmo, mas geralmente é a ID do país de origem, a CNH mesmo. É mais fácil porque é mais difícil de descobrirem que é falsa, já que eles não conhecem. As vezes pegam ID de outra pessoa, tipo o passaporte e tal. 
Eu confesso, essa ideia já passou 1001 vezes na minha cabeça, e continua passando. Mas é complicado isso. Apesar de dificilmente descobrirem, você corre o risco de te pegarem, você ir presa (Identidade falsa é crime!) ou o mínimo que acontece é você perder seu programa. E desculpa gente, mas tem que ter minhoca na cabeça para querer arriscar isso né? Uma luta para cumprir as horas de experiências, outra para preencher o application, ficar online... Quase um parto para conseguir uma família, depois quase morrer de ansiedade na hora do visto, e pá. Você perde seu intercâmbio porque quis entrar em uma baladinha? Não rola. Não para mim! (Y)
Para quem ainda quer fazer: BOA SORTE! lol, não entregue de jeito nenhum na mão de nenhum policial (É óbvio, mas tem gente que né...) e torça para ninguém do bar chamar a polícia também. =)

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA


Já filosofei muito HAHAHAHA vamos para os fatos:

Under 21:

- Não pode entrar em 99% das baladas, bares.
- Não entra em Cassinos (Esqueça Las Vegas. Mas tem um Cassino top em Montreal - Canada viu Duda!)
- Não pode alugar carro. (Até com 21 sofre um pouco porque as taxas são maiores para menores de 25 anos, mas que eu saiba menor de 21 nem a pau!)
- Não pode beber.
- Normalmente tem mais dificuldade de encontrar famílias para ter o match, pelo fato de ser ''menor de idade'' e consequentemente ter menos experiência dirigindo.
- É considerado ''Teenager'' aqui. É meio óbvio sendo menor de idade, mas eu não tinha me dado conta e fiquei #chateada quando percebi haha

 Eu dei sorte de morar em um lugar que até que tem bastante opções de bares e até baladas para under 21. Então no começo não sofri muito, mas depois a água 'bate na bunda'.

DICA para você que é au pair Under 21: Pesquise na internet o lugar que você mora junto com isso da idade, por exemplo para mim: Under 21 St Louis. E me aparece as opções de lugares ''diferentes'' que eu posso ir.

EU: Se eu me arrependo de ter vindo com essa idade? Não exatamente, porque tô aprendendo tanta coisa que você pode vir aqui com a idade que for, vai sempre valer a pena.
Se eu teria esperado se soubesse que realmente seria assim? Com certeza! É o que eu falei, quando estamos no BR, achamos que sabemos tudo, mas não sabemos naaada, nem imaginamos o que nos aguarda. E isso vale para todos os pontos! 
O que eu te aconselho? ESPERAR! Mas se não der? Dane-se! Vem para cá, cai no mundo, se joga!! Mas não diga que eu não avisei HAHAHAHA porque vai sofrer um tiquinho a mais siiiiim.


Espero que tenha ajudado =) 
Se tiverem mais alguma dúvida é só deixar nos comentários e depois vir conferir a resposta!

Beijão

                                                                        Fernanda Vitiello