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domingo, 4 de maio de 2014

Just about me.

Boa tarde meninas :)

Hoje vim fazer um post totalmente pessoal, que não vai ajudar ninguém hehe, mas talvez me ajude a organizar os meus sentimentos e ideias. Mas talvez responda a pergunta que várias meninas me perguntam pelo face: Como está a vida? Está gostando? Lol
Quase chegando nos meus 4 meses de Estados Unidos, minha cabeça e meu coração estão uma maloca de sentimentos.
Quando cheguei aqui, 4 meses atrás eu parti para uma aventura maluca, mas ao mesmo tempo meus objetivos não eram os mesmos da maioria das meninas: Eu não vim para aprender inglês.
Aí várias meninas dizem, e que é praticamente verdade na maioria das vezes, vir fazer au pair para poder viajar de uma forma mais barata. 
Foi isso para mim? Acho que não. Afinal, eu já conhecia os Estados Unidos. Já tinha vindo para cá 4 vezes eu acho. 
Fazer um intercâmbio mais barato para estudar? Será? Eu já tinha feito um intercâmbio para o Canadá, um curso de idiomas que foi uma maravilha e sem estresse nenhum de trabalhar, só estudar e conhecer. Tanto não foi para estudar que nem comecei a ver cursos aqui ainda, lol.
Então pra quê eu vim?? Porque eu gosto de crianças. É? Na verdade, só descobri que eu gosto tanto assim quando cheguei aqui. E outra coisa, não existe um gosto por crianças tão grande que faça você sonhar em virar babá em um país desconhecido, sem ninguém por perto. Largar toda uma vida por gostar de crianças?

Quando eu estava no avião, rumo a Nova York, uma amiga que eu conheci lá e também estava vindo para cá disse que o objetivo dela era estudar de verdade. E que uma pessoa que vem sem objetivo não aguenta.
Desde aquele dia eu estou com isso martelando na minha cabeça: Qual é o meu objetivo aqui?
No entanto, essa mesma minha amiga está em um avião indo embora para o Brasil hoje. Ela desistiu, já deu para ela. Mas ela tinha um objetivo, não seria isso que a faria ficar e completar o programa? E eu? Tô sem objetivo, ou pelo menos ainda não decifrei qual é, mas estou aqui. Não digo tão firme e forte, mas ainda estou aqui.

Não sei o motivo desses meus questionamentos de hoje, hahaha. Sorry! Mas simplismente parei e decidi pensar. Hoje é domingo, o dia que normalmente você já badalou sexta e sábado e aí você fica em casa para repor as energias e trabalhar no dia seguinte. E é o dia que eu mais me sinto sozinha aqui.

Mas acontece que na sexta passada, aconteceu uma coisa muito chata comigo. E que eu não vou contar aqui, por enquanto. Hehe #vacilo. Mas foi uma coisa que me deixou tão magoada, tão cansada e tão esgotada que me fez olhar as passagens de avião no intuito de comprar uma e vazar daqui. Porque é quando acontecem coisas assim e você chega ''em casa'' e não tem sua mãe, seu pai, sua irmã, seu namorado, ou qualquer pessoa para te dar um abraço, te apoiar e dizer ''vai ficar tudo bem'' que você desaba. Você pensa: Será que vale a pena? E o que aconteceu não foi nenhum caso com a família e nem nada, foi comigo mesmo. Uma coisa pela qual eu não precisaria estar passando no Brasil. E é quando a gente pensa: Eu não sou obrigada a passar por isso. Não preciso passar por isso.

Além disso, já sofri uns bocados aqui por achar que tinha amigos, e descobrir que não tinha ninguém. Isso até chegar uma pessoa que parece que finalmente é alguém de bem, que se importa com os outros e não só com si próprio. Beijos Re! <3 Aí vai a dica, para você que pensa que todos os brasileiros que você encontrar aqui vão ser seus amigos e você vai poder contar com eles, porque afinal, tá todo mundo no mesmo barco, I'm so sorry, mas venha com o pensamento de não depender de ninguém para ser feliz. Assim é bom que você não se decepciona, e se arrumar alguém que seja de verdade, maravilha!!
Ainda não comecei a estudar, não dirijo... Enfim, as coisas não são tão fáceis quando parecem ser. Tenho certeza que se eu não tivesse uma Host Family tão boa (Leia-se: Host Mom) eu já tinha ido embora nem sei faz quanto tempo. 

Como eu já falei antes, a host é maravilhosa. É claro, ainda não entendo porque ela foi resolver fazer um time de futebol de filhos, mas aí já não é comigo né. Ela me trata muito bem, e acho sinceramente que ela se importa comigo, não simplismente porque ela precisa de mim (Porque ela precisa, ela sabe disso, e me fala isso. E não é qualquer um que topa ser au pair de 5 kids pequenas), mas acho que ela gosta de mim mesmo. Ela me elogia muitas vezes, já disse para as meninas que eu tava que eu sou maravilhosa, e esses dias no meeting que teve com a agência, as hosts families estavam convidadas, e ela foi. Conversou com várias outras host moms, e eu descobri que só tive elogios para todas elas. Que eu sou forte, prestativa, ajudo muito, faço um trabalho maravilhoso, e assim vai.
Recebi na sexta um cartão que a host avó me enviou pelo correio falando que é muito grata por tudo que eu faço pelas crianças, que ela consegue ver nos meus olhos o quanto eu gosto deles e o quanto eles gostam de mim, e ela fica tranquila em saber que sou eu quem estou cuidando dos netos dela. Enfim, reconhecimento é tudo não é?

Uma outra coisa que eu tenho, e sei que muitos não tem é o apoio das pessoas que estão no Brasil. Quantas vezes já vi a mãe das meninas pedindo para elas voltarem, ou os namorados falarem: Você que escolheu isso, agora aguenta! PUTA QUE PARIU! =D vai caçar sapo gente. Que merda é essa? Se você gosta da pessoa, da a porra do apoio que ela precisa. #desabafei.
Eu sei que ainda continuo aqui, porque toda vez que tô para baixo eu tenho meu noivo maravilhoso e meu presente de Deus dizendo que eu aguento. Que eu preciso ficar. Que ele tá ali. Que já ta acabando.
E minha mãe que sempre me apoia também, e me diz o quanto eu já amadureci e me tornei outra pessoa, então tudo vai melhorar e tals.

Por outro lado, quando eu penso em voltar para casa me bate sim uma tristeza. Poxa, eu já amadureci? Porra, demais. Mais do que achei que seria possível. Já sei lavar, passar, cozinhar, cuidar de qualquer criança que você colocar na minha mão, arrumar a casa, controlar meu dinheiro, dar valor, me virar! Fora minha cabeça, se eu já me achava madura demais para minha idade, já aumentei uns 10 anos a frente. Mas ainda tenho 8 meses pela frente, imagina o quanto mais eu posso mudar. E nós sempre temos no que melhorar. Fora os lugares. Tem TANTOS lugares que eu quero conhecer. Quero conhecer mais gente. Meu inglês? Eu não vim por ele, mas ele já melhorou demais, mesmo sem eu estudar. Quando me pego para digitar um e-mail ou alguma coisa me confudo em português, e em inglês já tá mais automático. É loucura. Mas eu tenho tanta coisa a mais para viver!

Gente, que post BAD é esse né! hahaha deprimente. Mas enfim, na Sexta eu tava mal por causa de um ocorrido, e quando finalmente fiquei off veio a minha kid me dar um abraço de boa noite, como todas as noites, mas quando a gente tá triste já, até se emociona né. Aí não sei por que veio o meu kid de 3 anos também me abraçar. Todos os dias sou acordada lá pelas 6 ou 7 horas com meu baby de 2 anos tentando abrir minha porta dizendo NANDA NANDA. Por um segundo fico puta por ser acordada, mas nunca deixo de sorrir, pensando que ele quer me ver :') Esse meu bixinho de 2 anos tá ficando uma malcriação em pessoa! Quando eu cheguei, ele mal falava, e agora é só NO NO. Não o escambau haha estou colocando ele na linha, mas é tudo influência do de 3 anos que vive com ele. Faz parte.
Ontem, Sábado, decidi sair com minha amiga do Brasil, e ainda encontramos uma au pair da China e uma da Suíça. Almoçamos no melhor restaurante brasileiro daqui (Pausa para dizer que as meninas dos outros paises ficaram emocionadas e desesperadas e pegaram um prato cheio do buffet, colocaram na mesa e pegaram OUTRO prato cheio da outra parte. Aí sentaram na mesa e quando vinham as carnes encheram o TERCEIRO prato. São umas lindas que queriam provar a comida brasileira e amaram lógico né, mas porra meu hahaha não, elas não aguentaram comer tudo), e aí fomos no Outlet para eu relembrar um dos motivos pelo qual eu amoooo esse País. HAHAHAHA. Estou pobre de novo, mas feliz, porque compras me fazem beeeeeeem! 

Porque todo mundo diz que a vida de au pair não é muito boa, que ganhamos pouco. Mas vá para o escambau você. Apesar de morarmos com o chefe, temos a vida boa para caramba. Não temos contas para pagar, eles pagam nosso celular, nossa gasolina (To dizendo na maioria dos casos). Ou seja: Você ganha 195,75 por semana e você escolhe: Ou guarda, ou sai para comer bem, ou faz compras, ou viagens. Cadê a parte ruim?? Mas é lógico que brasileiro é um bixo mesquinho, e quer ganhar dinheiro para fazer as 4 coisas juntas, toda a semana. Aí já é outra história meu bem! hehehehe.

Falando em viagem, amanhã vai faltar exatamente 2 meses para eu ir para CANCUN baby! E ver o amor da minha vida pelos 8 dias que espero serem os mais longos da minha vida hahaha <3 

E hoje é aniversário do meu pinguinho de gente, 1 mês de vida do meu Gabriel! <3

PS: Para o dia das mães, fiz um video das kids, ficou a coisa mais maravilhosa do mundo na minha opnião haha e vou enviar para o e-mail da host no domingo. Espero que ela se emocione like I did! :D

P.P.S: Não cheguei a lugar nenhum com meus questionamentos, mas foi bom desabafar. Lol

Beijoooos


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Starting...

Hello guys, how is it going?


So first, para começar esse blog que eu nem sei se vai dar certo, rs. Vou começar com o tema: Porque eu decidi ser uma Au Pair. O primeiro motivo é que eu sou completamente apaixonada por viagens, por novas experiências e o desejo de conhecer o mundo. No ano passado, tive a maravilhosa chance de fazer um intercâmbio para o Canadá, estudei por 1 mês em Montreal e com certeza foi a melhor experiência do mundo. Também já viajei algumas vezes a passeio, mas nada, NADA se compara a um intercâmbio, a morar em um país sozinha e conhecer tudo por si próprio. 
Quando voltei do Canadá, em Agosto do ano passado já tinha claro que queria voltar, rs. Maas para quem já foi ver, intercâmbios SÃO caros. Principalmente porque agora, eu tenho a vontade de ficar muito mais tempo, aprender muito mais e viver muito mais. Dessa forma, andei estudando alguns e me deparei com o programa de Au Pair, que é totalmente econômico e ao meu ver, deve valer a pena.
Mas porém, para ser Au Pair não basta ter vontade de viajar e querer economizar. You MUST like kids. Porque você vai viver por pelo menos 1 ANO trabalhando com crianças. Cuidando de crianças. Na minha opinião, não basta gostar de crianças só de longe, rs. Você tem que amar, ter paciência e estar disposto a dar tudo de você para agradar essa criança. Óbvio que seremos ''autoridade'' para eles na ausência dos pais, e até mesmo com os pais lá, e dessa forma precisamos saber dizer ''não''. Mas ainda assim, imagina só você ter que passar 1 ano cuidando de kids que não suportam você, te respondem e fazer malcriação. Você precisa saber conquistá-los.
Au Pair é um programa onde você precisa ser maior de idade, ter carteira de motorista (Mesmo que seja a permissão, digo isso porque eu também tinha essa dúvida!), estar disposto a passar pelo menos 1 ano fora de casa (E no máximo 2, se você optar por estender o programa) e gostar de crianças. Segundo o que a Agência me disse (Eu vou pela CI-Central de Intercâmbio), dificilmente será apenas uma criança. Pelo simples fato de que não compensaria, seria mais fácil e mais econômico deixar em uma escola integral. Então normalmente é de 2 a 4, 5 crianças, rs. It's crazy!
Fui ver meu programa para fechar em Março, e inicialmente eu tinha a ideia de ir para a Holanda, por ser Europa, estar perto de muitos lugares para viajar e tal. Mas parece que é MUITO mais raro na Europa, do tipo que você precisa esperar no mínimo (tendo sorte) 6 meses para ter uma família. Eles pagam menos, e exigem bem mais da Au Pair (Coisas como limpar a casa e tudo mais). Como eu não queria esperar todo esse tempo decidi ir para os Estados Unidos, na promessa que demoraria cerca de 3 meses para escolha da família. Sou enrolada, entreguei meu Application dia 22 de Maio, se eu não me engano. Ele voltou uma vez, e precisei fazer pequenos ajustes. Fui aceita na organização aqui do Brasil dia 21 de Junho, e então meu application foi para a revisão dos EUA. Nessa segunda, dia 08 de Julho fui aprovada e fiquei finalmente Online para as famílias. Só faz 4 dias e eu estou completamente DESESPERADA para começar a falar com as famílias. hahahah I KNOW! Sei que é pouquíssimo tempo e normalmente leva semanas, umas 2 pelo menos para as famílias nos acharam, mas é impossível não ficar ansiosa. Pensa em uma pessoa que entra de 5 em 5 minutos para ver se tem e-mails! rs
Bom gente, é isso ai, eu espero que meu blog dê certo. É mais como um desabafo porque a ansiedade é muita e você PRECISA falar. Tenho muita vontade de fazer vlogs iguais a muitos que assisti sobre Au Pairs, mas ainda morro de vergonha e não sei se alguém vai me assistir. Quem sabe um dia! Vamos começar com o blog e ver o que da!
Beiijo!

                                                                                                                                     Fernanda Vitiello