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sábado, 24 de janeiro de 2015

Como sobreviver a um namoro a distância: Vídeo com o noivo!!

Hi folks!!! 

EU SEI que estou devendo o post dos últimos dias nos Estados Unidos, da minha chegada e do que tem acontecido até então, não esqueci!! Mas a vida tá uma loucura, tá tudo de ponta cabeça, e tô na correria de organizar o casamento PLUS arrumar um emprego PLUS rever todo mundo, etc etc etc. Não tá fácil!!!! 

Mas como eu já tinha a ideia na cabeça de fazer um vídeo com o Eric, porque ainda recebo muitas dúvidas sobre relacionamento a distância, nós fizemos esse vídeo, e acho muito legal para as futuras au pairs assistirem E principalmente mostrar para o namorado ou noivo.



Dúvidas e sugestões: Comentários, youtube, ou facebook, estamos sempre ai!

Volto as soon as possible <3 

                                                                                           Fernanda Vitiello

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Intercâmbio Concluído: 1 ANO NOS ESTADOS UNIDOS!

Bom dia, boa tarde e boa noite leitores lindos!!



Hoje foi meu último dia como Au Pair. Fiquei off forever a uma hora atrás. Ainda to tentando entender o mix de sentimento que estou sentindo. Não sei se choro, se sorrio, se grito, se pulo, ou se faço tudo junto. OK, comecei a chorar. De novo.

O sentimento de 'dever cumprido' é inevitável. A sensação de 'EU CONSEGUI' é maravilhosa. Todo mundo que termina o ano, deve sentir isso.
Mas eu me atrevo a dizer que o que eu sinto é um pouco mais intenso.

Eu tinha tudo pra dar errado nessa vida de Au Pair. Tudo.

Veja só, para começar eu vim para uma família com nada menos que 4 crianças pequenas (a mais nova tinha 7) e a mãe das kids estava grávida. É, vinha um newborn para completar meu trabalho com 5 kids. Eu sempre ouvi Au Pairs dizerem que, família no perfil com mais de 3 kids era pra fugir. Ainda com um baby? Jamais. É.
Vamos continuar. Host mom stay at home também era furada né? A minha HM trabalhava uma semana sim, uma semana não. E mesmo na semana que ela trabalhava, ela só saia de casa por volta das 4 pm, porque ela trabalhava no turno da noite, era enfermeira. Então, é, eu trabalhei 90% do meu tempo com HM at home.
O host dad? Vim a descobrir aqui que tinha problemas de depressão, e por isso de 7 dias por semana, 9 ele não olhava na minha cara. Sometimes ele olhava. Pra dizer - DO THIS, DO THAT. Só faltava o -fucking slave. É, era assim que eu me sentia as vezes :(
Vim para um lugar que eu nem sabia que existia no mapa. Missouri. WFT era isso? Se as coisas estivessem ruins, não ia dar nem para pensar 'Bom, mas pelo menos eu moro em NY'. Era em uma cidade pequena, Ballwin e eu precisaria de carro. Nem ônibus passava ali quase. Ah, e a HF não deixaria dirigir nem pra treinar sozinha, até tirar a DL. And guess what? Eu não passei na Drive's License. É, fiquei um ano sem dirigir, e sem poder ir a lugar algum sozinha, a não ser que eu andasse no mínimo 1 hora, pois realmente não tinha ônibus ali.
Também não foi fácil arrumar amigas. Descobri que ao contrário do que eu pensava, que todo mundo estaria no mesmo barco, pronto para se ajudar, muitas pessoas só são amigas por interesse. Você tem alguma coisa que possa me ajudar de alguma forma? I will be your friend. Não tem? Cai fora.
Passei meus 2 primeiros meses saindo bastante, até que descobri essas coisas e fui chutada por quem eu considerava serem minhas amigas. Passei uns 4 meses em um nível hard, as vezes saia, várias vezes fiquei em casa. Pulava de grupinhos a grupinhos, até que com uns 6, 7 meses aqui encontrei amigas que posso dizer, vou levar para o resto da minha vida. E nunca mais fiquei sozinha desde então.

Ah não, eu não fiz esse post pra reclamar. Só estou olhando pra tras e vendo quantas coisas eu VENCI. Meu Deus, como eu amadureci. Tudo que aconteceu, every single thing me fez uma pessoa um pouquinho melhor.

É, eu mudei.

Eu mudei minha forma de me vestir, eu mudei minha forma de pensar. Eu mudei minha maneira de ver a vida, e julgar as pessoas ao meu redor. Eu aprendi a dar valor as coisas que realmente são importantes e parei de ligar para outras. 

Eu cheguei aqui com 19 anos, medo da vida, vergonha de falar em público, pedir informação. Eu era uma garotinha que se enfiava no quarto e lia livros, o final de semana inteiro. Poucos, mas ótimos amigos, um namorado maravilhoso. Só tinha trabalhado nos lugares de família, e que tinha morado 1 mês no Canadá, mas desse mês, chorei a metade dele, querendo voltar pra casa e me sentindo sozinha.

Hoje em dia, eu olho pra trás e não me reconheço. Sou uma mulher de 20 anos, com um casamento marcado para daqui a dois meses. Uma pessoa que ainda ama ler, mas também sabe sair de casa para curtir a vida, falar com todo mundo, não tem vergonha e nem medo de viver. Que tem amigos do mundo inteiro. Já viajou sozinha sem conhecer ninguém, fala duas línguas fluentemente, está aprendendo a terceira, e já sabe qual será a quarta. Que sabe cuidar de uma casa, cuidar de crianças, se defender sozinha. Estou mais critica, e receosa sobre o que as 'pessoas antigas' da minha vida vão achar da nova eu. Eu vou descobrir daqui a 3 dias.

To falando demais, e para não ficar em dívida, aqui vai a 12* listinha, das coisas novas que eu fiz, durante esse meu último mês:


- Fui para a Flórida
- Fui para o Epcot (Parque da Disney), Universal Studios e Island of Adventure (Parque do Harry Potter!!!!)
- Passei o Natal em família
- Passei o Ano Novo com as amigas, na rua
- Os dentinhos do meu baby começaram a nascer
- Meu baby começou a se levantar e ficar de pé sozinho, apoiando nas coisas
- Fui no St. Louis City Museum
- Comemorei o aniversário de 7 anos do meu menino Sam
- Fui no Gateway Arch pela última vez
- Tive minha despedida no Night Club


Aqui eu encerro um ciclo de 1 ano, 365 dias morando na casa de 'estranhos'. Cuidando como se fosse mãe, de cinco crianças que não são minhas. Ah, como eu amo esses pestes.
No ano passado, a essas horas, eu estava no avião, embarcando para a aventura que seria de longe, a mais louca e inexplicável de toda a minha vida. Eu podia passar dias e dias escrevendo, e nunca seria suficiente para tudo o que eu vivi aqui. Tenho orgulho de dizer que foi o ano mais difícil, e ao mesmo tempo o mais feliz da minha vida. O ano que eu me descobri como pessoa, que eu aprendi e cresci mais do que eu faria em 10 anos no Brasil.
Não foi fácil falar inglês todos os dias, desde a hora que eu acordava até a hora que eu iria dormir. Não foi fácil ter que aprender a controlar um exército infantil, e continuar lá, mesmo quando eu só queria gritar, e ir pra casa correndo. Não foi fácil morar dentro do meu quarto. Eu pensei em desistir inúmeras vezes. Eu não achei que seria capaz. Houve momentos que eu só pensava: O que eu fiz com a minha vida?
Mas também houve momentos, como o de hoje, que eu me senti extremamente feliz e abençoada por ter escolhido isso. E me pergunto: Tenho mesmo que ir embora agora? Mas JÁ acabou?
Para não ficar muito longo, eu só queria agradecer a Deus, por ter me proporcionado um ano com tanto aprendizado, tantos desafios, e tanta felicidade. Por ter colocado, nos momentos certos, cada pessoa na minha vida. Por ter me segurado para eu nunca cair. 
E hoje digo mesmo, tô morrendo de orgulho de mim!!! I DID IT!! Eu consegui!!

Ah, não. Eu não vou parar com o blog! Eu ainda tenho muuuito o que escrever, e muito para contar dessa vida de Au Pair, Ex Au Pair, e logo mais de casamento também hahaha

E aos meus leitores e seguidores, Obrigada por estarem comigo. Vocês não imaginam a alegria que eu sinto quando alguém fala que acompanha meu blog, que adora minhas histórias, que eu sou inspiração pra vocês e tudo mais. Obrigada por tudo!!!!!

(E eu volto ainda essa semana. Quero contar dos meus últimos dias nos USA, então farei um last post from America hahaha)


                                                                  Fernanda Vitiello

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Dicas para escolher uma Host Family - Video

Oi gente!!

Como algumas meninas me pediram, e eu também acho legal e importante, fiz um vídeo falando sobre os aspectos que eu acho importante se considerar na escolha da Host Family. Espero de coração que ajude!!

Dúvidas me mandem por comentários, ou inbox.


(GENTE, tentei SEIS vezes colocar essa m****erda de videooo!! Muito amor pelo blog mesmo, que não desisti, aff!)

Enjoy!

Fernanda Vitiello

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

'' Escolhas de uma Vida ''

Para o primeiro post do ano, achei legal trazer para vocês esse texto que fala sobre escolhas e decisões. Algumas de vocês já devem ter lido. Eu ouvi na faculdade, e guardei o texto pra mim. Achei ontem, e aqui vai ele. Feliz ano novo pra vocês! <3

'' Escolhas de uma Vida '' (Martha Medeiros)

A certa altura do filme Crimes e Pecados,
o personagem interpretado por Woody Allen diz:
"Nós somos a soma das nossas decisões". 
Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta
e de lá nunca mais saiu. 

Compartilho do ceticismo de Allen:
a gente é o que a gente escolhe ser,
o destino pouco tem a ver com isso. 

Desde pequenos aprendemos que,
ao fazer uma opção,
estamos descartando outra,
e de opção em opção vamos tecendo essa teia que
se convencionou chamar "minha vida". 

Não é tarefa fácil.
No momento em que se escolhe ser médico,
se está abrindo mão de ser piloto de avião.
Ao optar pela vida de atriz,
será quase impossível conciliar com a arquitetura. 

No amor, a mesma coisa:
namora-se um, outro, e mais outro,
num excitante vaivém de romances.
Até que chega um momento em que é preciso decidir 
entre passar o resto da vida
sem compromisso formal com alguém,
apenas vivenciando amores
e deixando-os ir embora quando se findam,
ou casar, e através do casamento 
fundar uma microempresa,
com direito a casa própria, 
orçamento doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras:
viver sem laços e viver com laços... 
Escolha.

Morar em Londres ou numa chácara?
Ter filhos ou não?
Posar nua ou ralar atrás de um balcão?
Correr de kart ou entrar para um convento?
Fumar e beber até cair?
Todas as alternativas são válidas.

Mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos 
ser uma pessoa diferente a cada 6 meses,
ser casados de segunda a sexta
e solteiros nos finais de semana,
ter filhos quando se está bem-disposto
e não tê-los quando se está cansado. 
Viver de poesia!

Por isso é tão importante o auto conhecimento.
Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros,
estagiar em várias tribos,
prestar atenção ao que acontece em volta 
e não cultivar preconceitos. 

Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas,
elas têm que refletir o que a gente é.
Lógico que se deve reavaliar decisões e
trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.
Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar,
e não para anular a vivência do
caminho anteriormente percorrido. 

A estrada é longa e o tempo é curto.
Quanto menos a gente errar, melhor.